



Para explorar os caminhos das montanhas altas o ideal é se hospedar na cidadezinha de Uspallata que fica entre a precordilheira andina e alguns dos picos mais altos dos Andes. Diz a propaganda que lá estão as melhores opções de hotel e restaurantes da região.
Bem, a oferta não é tão variada assim e depois de procurar por uma cabana e visitar os tres maiores hotéis da cidade optamos pelo maior deles e o que respira história embora hoje esteja um pouco decadente..
Ficamos no Grande Hotel Uspallata que foi construído em 1950 no auge do peronismo e fica numa área verde imensa com vista para as montanhas. O hotel tem os mais largos e compridos corredores que já vi na vida.
Mas o único aborrecimento que passei foi ser acordada no meio da madrugada por um grupo de estudantes que estava hospedado no mesmo andar que o nosso. Os adolescentes não dormiam e resolveram conversar e pular de varanda em varanda às duas da manhã. Tive que sair no corredor e gritar em espanhol: "Silencio, por favor, por que yo necesito dormir". O piti ecoou nos largos corredores e em cinco minutos não tinha mais barulho.
No dia seguinte, soube pelos funcionários do hotel que os professores acordaram e que nos deixaram as devidas desculpas. Mas o melhor foi mudar de andar e quarto e só encontrar os adolescentes no café da manhã.
A propaganda também vende a cidade como local de filme. É que a região se parece tanto com as terras altas da Asia Central que o diretor Jean- Jacques Annaud utilizou as paisagens para fazer o filme SETE ANOS NO TIBET , que tinha Brad Pitt no papel principal.
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